segunda-feira, agosto 29, 2011

Dados sobre Violência contra as Mulheres

Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.
- Machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência.
- 94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo.
A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
- 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema. Esses são alguns dos achados da Pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon / Ipsos entre 31 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011.

91% dos homens dizem considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação”. - Uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”.
- O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados. - Cerca de seis em cada sete mulheres (84%) e homens (85%) já ouviram falar da Lei Maria da Penha e cerca de quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) têm uma percepção positiva da mesma.
A Pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado foi realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC.

O medo continua sendo a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressores. Em 66% dos casos, os responsáveis pelas agressões foram os maridos ou companheiros.
- 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou, mas 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)
Realizado em 2011, o levantamento indica que o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha cresceu nos últimos dois anos: 98% disseram já ter ouvido falar na lei, contra 83% em 2009. 
Dados atualizados sobre Serviços de Atendimento à Mulher disponíveis no país O Brasil tem mais de 5.500 municípios e apenas:
190 Centros de Referência (atenção social, psicológica e orientação jurídica)
72 Casas Abrigo
466 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
93 Juizados Especializadas e Varas adaptadas
57 Defensorias Especializadas
21 Promotorias Especializadas
12 Serviços de Responsabilização e Educação do Agressor
21 Promotorias/Núcleos de Gênero no Ministério Público
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres

Novela quer abordar violência doméstica de forma polêmica

Na novela 'Fina Estampa', a dupla Dira Paes e Alexandre Nero faz o polêmico casal Celeste e Baltazar, que trata de violência doméstica e
deve dar o que falar na trama das 21h. Ele espanca a esposa, mas
depois os dois acabam se entendendo na cama
Só de olhar o semblante de Dira Paes e Alexandre Nero nas fotos desta página dá para notar que o casal que interpretam na TV não é daqueles de fazer o público suspirar. Na primeira vez que apareceu em cena, em "Fina Estampa", Celeste, personagem de Dira, estava com o olho roxo e a boca machucada, após levar uma surra do marido Baltazar (Nero). E, ao longo dos capítulos, a coisa vai piorar. Mergulhados no tema da violência doméstica, os dois atores opinam sobre suas atitudes como marido e mulher na ficção da novela.
"Celeste é daquelas mulheres que aceitam esse tipo de sofrimento porque amam. Amam mais os maridos do que elas mesmas", explica Dira. Só para ter uma ideia, Celeste levará três surras numa única semana. Em um dos capítalos, ela explicou para a amiga Griselda (Lilia Cabral) que queria fazer um restaurante na laje de sua casa e Baltazar se exaltou. Na última quinta, ao ver a filha Solange (Carol Macedo) na TV, o motorista saiu do sério mais uma vez e deu um tapa na cara da mulher. Na sexta, mais uma briga. Para proteger a menina do pai, a dona de casa vai se jogar na frente dela e receber uma nova pancada.
Nero, por sua vez, afirma que há muito mais do que violência nessa relação: "A gente costuma explicar tudo de maneira muito maniqueísta: ela gosta de apanhar ou não. Do jeito que se fala pode parecer que as mulheres gostam de apanhar, mas não se pode negar que existem pessoas que curtem. E acredito que possa existir isso entre os dois... Eles têm uma
relação sexual muito forte". 

Ou seja, na cama, Celeste e Baltazar se resolvem. O polêmico relacionamento no horário das 21h tem tudo para virar uma grande discussão entre as famílias. "É perigoso o que vou falar, mas eu não vejo Baltazar como vilão. Parece que estou a favor dele, mas não posso julgar." E as agressões na casa de Celeste serão mais do que físicas, como adianta o ator: "Baltazar bate na mulher, na filha. Mas gravei uma cena em que ele chama a filha de piranha, vagabunda, acho esse tipo de agressão muito mais forte!"

Preparada para ser abordada por mulheres que passam por situação semelhante à de Celeste pelas ruas, Dira diz compreender por que muitas delas não se rebelam contra os maridos: "Não é fácil uma mulher que ama o marido denunciá-lo.
Ela esquece a dor por causa do sentimento. E é um problema indiferente à classe social".
Mas no que depender dela, a violência colocada em voga servirá para melhorar a situação de muitas "Celestes" do país: "A gente vai ajudar a combater isso!"


sexta-feira, agosto 26, 2011

ONG dará nome de vítima de chacina a Centro de Direitos Humanos

A ComCausa inaugurará no terraço de sua sede o ‘Espaço de convivência Raphael Silva Couto - Centro de Referência em Direitos Humanos’.

O nome éuma homenagem a uma das primeiras pessoas a serem assassinadas na Chacina da Baixada, acontecida em 31 de março de 2005. Raphael Silva era um jovem de 17anos que voltava para casa de bicicleta com seu amigo William Pereira e foi morto na Via Dutra.

Luciene Silva - Mãe Raphael
Caminhada Seis anos Chacina da Baixada - ComCausa
Segundo o coordenador da ComCausa, Adriano Dias, “a proposta é que o Espaço Raphael Silva seja um local de encontro, de convivência entre pessoas, um local onde serão implementadas ações que visam a defesa e a promoção dos Direitos Humanos”, e completa, “É também uma homenagem para todas as vitimas da violência na Baixada. Infelizmente depois da maior chacina do Estado [30pessoas foram baleadas por policiais, 29 morreram] nossa região continuou a ser vítima de agentes do Estado, como no recente caso do Juan”.
A ComCausa é Centro de Referência em Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República na Baixada e esta ação também está ligada também ao Ponto de Cultura da Instituição. A inauguração será no dia 31 de agosto de 2011, apartir das 18 horas, na sede da ComCausa (Rua Amine 63 - Posse - Nova Iguaçu -Rua ao Lado da 58ª. DP) e terá a presença de representantes do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); da Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (ABONG); de autoridades, dos familiares de Raphael e de outras vitimas da violência.
Mais informações comcausa.org.br | 2669 0336 |  30456642| 8578 1194